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Mas a Suécia não era exemplo, Bolsonaro?

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Em seu incansável esforço de fazer assessoria de imprensa do vírus, a Secom do governo federal publicou ontem um gráfico com a proporção de mortes por COVID-19, em vários países, por milhão de habitantes.

O gráfico mostra o Brasil em 11º lugar, supostamente melhor do que “grandes nações”, na linguagem do governo. As “grandes nações” incluem San Marino e Andorra, em cujos territórios somados não cabem os carros do Queiroz.

O mais curioso é que em 8º lugar aparece a Suécia, que já reconheceu ter adotado um caminho errado.

Em meados de maio, o presidente Bolsonaro citou a Suécia como exemplo, dizendo a repórteres: “é só você fazer a conta por milhão de habitantes (…) vamos falar da Suécia? A Suécia não fechou”.

Ou seja: em maio, a Suécia era exemplo a ser seguido. Dezenas de milhares de mortes depois, a Suécia aparece como exemplo negativo, para mostrar que o Brasil não vai tão mal assim.

Naquele momento, em maio, a Suécia registrava 340 mortes por milhão de habitantes. O Brasil, 63.

No gráfico deste sábado, publicado pelo governo, a Suécia aparece com 570 mortes por milhão de habitantes. O Brasil, 469.

Uma coisa é certa: a Suécia de fato serviu como exemplo para Bolsonaro. Nos últimos meses, o país rapidamente acelerou para ficar mais parecido com a Suécia.

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