Mesmo no pico da pandemia, Exército mantém aquartelamento de novos recrutas

Mesmo no pico da pandemia, Exército mantém aquartelamento de novos recrutas
Foto: 3º Batalhão de Polícia do Exército/Comando Militar do Sul

Apesar de o Brasil estar vivendo o pico da pandemia do coronavírus, o Exército vai manter o tradicional processo de incorporação de recrutas, com o aquartelamento dos novos integrantes da corporação a partir desta segunda-feira (1º).

A solenidade de incorporação de recrutas ocorre anualmente em março e é a última fase do alistamento militar. Durante o evento, os jovens fazem a entrada simbólica pelo portão principal das unidades militares e ficam duas semanas aquartelados. Até o momento, o Exército não divulgou nenhuma medida protetiva contra o coronavírus para os recrutas e manteve o ato mesmo nas cidades onde houve decretação de lockdown, como Brasília.

Além disso, O Antagonista apurou que mesmo os recrutas que têm sintomas ou são tidos como casos suspeitos de ter contraído o coronavírus estão sendo convocados. “É um absurdo completo. Estamos todos com medo do que pode acontecer”, resumiu a O Antagonista uma mãe de recruta, de forma anônima, com receio de retaliações.

O chefe do Centro de Comunicação Social do Exército, general Richard Nunes, por sua vez, afirmou que estão sendo adotadas todas as providências para a incorporação dos 70 mil militares em todo o Brasil. “Nós adotamos vários procedimentos que foram testados e aprovados. Claro que aperfeiçoamento sempre existe”, declarou.

Ele ressaltou que, nos alojamentos, os novos soldados ficam em locais espaçados, o refeitório funciona em turnos distintos para as turmas e que as atividades de instrução ocorrem com acompanhamento médico. “Se tem um lugar onde o jovem está seguro é dentro de um quartel, onde ele tem todo o tipo de suporte. Suporte maior do que nas áreas de aglomeração”, complementou o general.

Leia mais: Enquanto Brasília faz tudo errado, a Crusoé continuará fazendo o certo: fiscalizando o poder.
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