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Michelle Bolsonaro, a primeira-dama que influencia em silêncio

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A primeira-dama Michelle Bolsonaro chamou a atenção logo no começo do ano: na posse presidencial, no dia 1º de janeiro, quebrou o protocolo ao fazer um discurso em libras.

Foi a primeira vez em que a mulher de um presidente da República discursou durante a cerimônia de posse.

Bolsonaro, segundo a primeira-dama, soube da iniciativa pouco antes do evento.

Eu não pedi, eu comuniquei”, disse Michelle sobre o discurso.

Neste ano, a primeira-dama conseguiu emplacar mais medidas na gestão do marido do que muitos ministros.

A tradução simultânea para surdos e mudos em eventos do governo e nas lives do presidente atendeu a uma recomendação de Michelle.

Durante o debate da reforma da Previdência, defendeu a retirada do ponto que previa que deficientes intelectuais deixassem de receber pensão em caso da morte dos pais.

Ela também emplacou nomes na Esplanada e atuou para demover Bolsonaro da ideia de nomear Magno Malta para um cargo relevante no governo, como mostrou a Crusoé.

Ao contrário das suas antecessoras, a primeira-dama não despachou no Palácio do Planalto, mas em uma sala no prédio onde funcionam os ministérios da Cidadania e o da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Em 2019, os cheques depositados por Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, em uma conta da primeira-dama entraram no radar do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Mais de um ano depois da revelação, o caso continua sem esclarecimento.

Em mais de um aspecto, Michelle Bolsonaro influencia em silêncio.

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Comentários

  • Luiz -

    Muito bem situada.

  • Magda -

    Se o presidente ouvisse mais sua mulher, que parece uma pessoa ajuizada (só não foi ao casar com ele) e menos seus filhos aloprados (acho que puxaram ao pai), o país teria mais sossego.

  • Lucia -

    Michele parece ser uma pessoa do bem, que se preocupa com o bem-estar dos deficientes e desassistidos. Acredito que a esposa de Bolsonaro não faça parte do grupo do “rachid“.

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