Minha homenagem a Eurípedes Alcântara

Não importa o rumo que a Veja tomará a partir de agora, eu gostaria de prestar a minha homenagem a Eurípedes Alcântara, que está prestes a se tornar ex-diretor da revista.

Fui o segundo de Eurípedes durante quase oito anos. Enfrentamos pressões tremendas dentro e fora da Abril na época do mensalão. Nem sempre concordávamos, mas, ao final, acho que posso dizer que mais acertamos do que erramos ao escrever uma pequena parte desse rascunho da história que é o jornalismo.

Devo a Eurípedes não só o privilégio de ter sido o seu segundo no expediente, como o de ter “co-dirigido” a Veja, como ele costumava afirmar. Um segundo, contudo, não é nada se não houver um primeiro que saiba comandar o navio em águas turbulentas. Um primeiro que tenha a coragem de enfrentar o poder e as tentações autoritárias de quem ainda o ocupa. Um primeiro que exerça a prudência, sem deixar de esgrimir o ímpeto.

A vida nos separou, com o perdão do clichê, tentaram nos intrigar, mas nunca deixarei de ser grato a você, Eurípedes, pela experiência fascinante, como diria Roberto Civita, de estar no lugar certo na hora certa — ao lado do diretor certo.

“O Captain! my Captain! our fearful trip is done…”

Um grande abraço,

Sabino

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