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Ministério da Saúde responde a estudo sobre subnotificação de mortes por Covid com blá-blá-blá

Ministério da Saúde responde a estudo sobre subnotificação de mortes por Covid com blá-blá-blá
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Ministério da Saúde respondeu nesta sexta (7) a um estudo sobre subnotificação de mortes por Covid no Brasil e no mundo dizendo que trabalha para “aprimorar o sistema de notificação de casos suspeitos e confirmados”.

O estudo foi divulgado ontem (6) pelo Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde (IHME) da Universidade de Washington. O instituto é uma das principais referências no mundo sobre saúde global. Seu diretor, o pesquisador Christopher Murray, foi um dos diretores-executivos da OMS de 1998 a 2003, quando a organização era chefiada pela norueguesa Gro Harlem Brundtland.

Pelos cálculos do IHME, o Brasil já ultrapassou a marca de 600 mil mortes por Covid, cerca de 45% a mais do que o número oficial. O estudo não será enviado para revista científica, segundo Murray respondeu em coletiva de imprensa por videoconferência.

Entre as razões para a subnotificação, estão a escassez de exames e o número de mortes que ocorrem em casa ou em casas de repouso, fora dos hospitais.

Na manhã de ontem (6), assim que o estudo foi divulgado, O Antagonista enviou os documentos da pesquisa para a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, pedindo uma avaliação.

A resposta veio no fim da tarde de hoje e não comenta uma linha sequer do estudo do IHME:

“O Ministério da Saúde trabalha em conjunto com as equipes de vigilância estaduais, para fortalecer e aprimorar o sistema de notificação de casos suspeitos e confirmados para a Covid-19. O Brasil possui uma rede de vigilância de vírus respiratórios já estabelecida e estruturada, desde a Pandemia de Influenza H1N1, em 2009. As recomendações para as notificações corretas estão no Guia de Vigilância Epidemiológica da Covid-19 – documento em constante atualização.

Cabe ressaltar que a pasta tem conseguido, cada vez mais, qualificar a identificação de agentes virais causadores de doenças respiratórias, principalmente por técnicas de biologia molecular, incluindo mais tipos de vírus nos diagnósticos e com equipamentos capazes de processar um maior número de exames por dia”.

O Antagonista traduz para o leitor, em bom português, a resposta do Ministério da Saúde:

“Blá-blá-blá. Blá-blá. Blá. Blá-blá-blá…”

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