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Ministério ignorou alertas de fraude ao firmar contrato com empresa alvo da PF

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O Ministério da Cidadania ignorou alertas e aceitou um certificado de serviço que nunca foi prestado, segundo a PF, para firmar contrato milionário com uma empresa de tecnologia, diz o Estadão.

Conforme documentos obtidos pelo jornal paulistano, a B2T (Business to Technology) atestou à pasta sua capacidade técnica usando como base ações que teria desempenhado anos antes no hoje extinto Ministério do Trabalho.

Ocorre que o negócio apresentado pela B2T como comprovante de experiência foi alvo da Operação Gaveteiro na última quinta (6) –e, segundo a PF, nunca foi prestado.

A empresa contratada pela pasta de Osmar Terra é suspeita de ter sido usada como fachada para desviar R$ 50 milhões dos cofres públicos entre 2016 e 2018, durante a gestão de Michel Temer.

O contrato fechado pela B2T com o Ministério do Trabalho foi, em 2017, objeto de uma auditoria do TCU que apontou fraude e de um parecer da AGU que indicou suspeita de irregularidades. Também foi contestado por duas concorrentes durante o pregão.

Apesar dos alertas, o responsável pela contratação na pasta da Cidadania decidiu considerar o documento válido e decretou a B2T vencedora do edital.

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