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Ministério sugeriu vacinas nos planos de saúde no mesmo dia em que foram incorporadas ao SUS

Recomendação vale para as vacinas da AstraZeneca e da Pfizer, que já têm registro da Anvisa
Ministério sugeriu vacinas nos planos de saúde no mesmo dia em que foram incorporadas ao SUS
Foto: Myke Sena/MS

O Ministério da Saúde sugeriu a inclusão de vacinas contra a Covid na cobertura dos planos de saúde no mesmo dia em que elas foram incorporadas ao SUS.

Foi uma questão de horas.

O Ministério da Saúde incorporou ao SUS as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca/Fiocruz na quarta passada (30). Esses são os únicos imunizantes contra a Covid que já têm registro na Anvisa, em vez de autorização para uso emergencial, como é o caso da Coronavac e da vacina da Janssen.

A decisão, publicada no Diário Oficial, atendeu a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A assessoria de imprensa do ministério disse a O Antagonista que a medida vai facilitar potenciais futuras compras dessas vacinas, se for necessário.

Muito bem. Pouco antes das 11 da manhã do mesmo dia – como mostra ofício enviado a O Antagonista pelo próprio ministério – o secretário de Ciência e Tecnologia, Hélio Angotti Neto, enviou mensagem à ANS, que regula os planos de saúde.

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Reprodução/Ministério da Saúde
No ofício, Angotti Neto escreveu: “[c]onsiderando a incorporação das referidas tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS), solicito a avaliação, por parte dessa ANS, de inclusão das vacinas ChAdOx1 nCoV-19 (Fiocruz/AstraZeneca) e BNT162b2 (Pfizer) em seu Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde”.

Ou seja: a incorporação das vacinas ao SUS foi usada como argumento para recomendar sua inclusão também na cobertura dos planos de saúde.

O processo administrativo da Conitec que recomendou a incorporação das vacinas ao SUS, atenção, foi solicitado pelo próprio ministério.

Ontem (7), em nota enviada a O Antagonista, a ANS destacou a importância da vacinação contra a Covid ser pensada como medida coletiva, e não fragmentada em grupos específicos (nesse caso, os beneficiários de planos de saúde)”.

O ministro Marcelo Queiroga mudou em 180º sua opinião sobre a participação do setor privado na vacinação contra a Covid – um debate que, como vemos, também chegou à ANS.

Queiroga já foi publicamente “100% SUS”, mas depois mudou de ideia.

Procurado, o Ministério da Saúde ainda não informou como o ministro pretende conciliar a proposta sobre vacinas nos planos de saúde com a portaria assinada por ele próprio que inclui as vacinas no SUS.

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