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Moraes prorroga inquéritos que apuram milícias digitais e se Bolsonaro interferiu na PF

O processo da suposta interferência foi aberto em 2020 pelo STF, que atendeu a um pedido da PGR, e tem como base acusações feitas por Sergio Moro
Moraes prorroga inquéritos que apuram milícias digitais e se Bolsonaro interferiu na PF
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes (foto), do STF, prorrogou nesta segunda-feira (11) por mais 90 dias o inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na Polícia  Federal.

Moraes também prorrogou por mais 90 dias o inquérito que investiga uma suposta milícia digital que teria atuado contra a democracia e o Estado democrático de direito.

O inquérito da suposta interferência foi aberto no ano passado pelo STF, que atendeu a um pedido da PGR e tem como base acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro. Já o das milícias digitais foi aberto no começo de julho deste ano, após Moraes ter determinado o arquivamento do inquérito que investigou atos antidemocráticos deflagrados em 2020.

“Considerando a necessidade de prosseguimento das investigações e a existência de diligências em andamento, nos termos previstos no art. 10 do Código de Processo Penal, prorrogo por mais 90 (noventa) dias, a partir do encerramento do prazo final anterior (27 de outubro), o presente
inquérito”, disse Alexandre, que usou o mesmo argumento nos dois despachos.

Na semana passada, Moraes determinou o prazo máximo de 30 dias para a Polícia Federal ouvir Bolsonaro. A decisão ocorreu após o presidente ter informado o STF que aceita realizar o seu depoimento presencialmente.

Bolsonaro anunciou, por meio da Advocacia-Geral da União, que toparia depor presencialmente momentos antes de o Supremo começar a julgar justamente como seria esse depoimento: presencialmente ou por escrito. Com a manifestação da AGU, o julgamento foi retirado da pauta.

Clique aqui para ler o despacho de Moraes no inquérito da interferência na PF.

Clique aqui para ler o despacho de Moraes no inquérito das milícias digitais.

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