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Moraes se declara impedido em pedido de liberdade de Zé Trovão

Medida é comum no STF, porque o pedido da defesa questiona ordem do próprio Moraes; até agora dois votaram para negar soltura
Moraes se declara impedido em pedido de liberdade de Zé Trovão
Reprodução/redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou impedido para participar do julgamento do habeas corpus apresentado pela defesa de Marcos Antônio Pereira Gomes, o caminhoneiro bolsonarista conhecido como Zé Trovão (foto).

O julgamento, que poderá durar até o dia 10, ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Dois ministros já votaram contra o pedido de liberdade: o relator, Luís Roberto Barroso, e Rosa Weber. Faltam os votos de Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

No plenário virtual, os ministros não discutem, apenas apresentam seus votos. Se um ministro pedir vista (mais tempo para analisar o caso), o julgamento sé suspenso. Caso haja pedido de destaque, o processo é enviado ao plenário físico da Corte.

A defesa do réu quer a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. Os advogados pedem que o caminhoneiro passe a ficar em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica.

Em outubro, Zé Trovão se entregou à polícia. Antes mesmo de ter uma ordem de prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, ele foi para o México, de onde continuou a fazer vídeos incentivando atos antidemocráticos no 7 de Setembro.

Antes, em agosto, o caminhoneiro foi proibido de usar as redes sociais. Mesmo assim, participou de uma transmissão feita pelo blogueiro Oswaldo Eustáquio, na qual continuou incitando a realização de atos contra o STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR), então, pediu a prisão dele.

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