Assine
Acesse
Acesse o Antagonista+ Acesse a Crusoé

Moro diz que ministros comentavam sobre envolvimento de Carluxo no 'gabinete do ódio'

Ex-ministro também disse que passou a ser alvo do grupo após deixar o governo e sugeriu investigação sobre participação de servidores
Moro diz que ministros comentavam sobre envolvimento de Carluxo no gabinete do ódio
Foto: Adriano Machado/Crusoé

Em depoimento à Polícia Federal no âmbito do inquérito sobre a organização de atos antidemocráticos, Sergio Moro afirmou que “havia comentários correntes de pessoas de dentro do governo da existência do denominado ‘gabinete do ódio'”.

Ainda segundo Moro, Carlos Bolsonaro e Tercio Arnaud, assessor de Jair Bolsonaro, “eram normalmente relacionados ao gabinete do ódio”, descrito pela PF como uma “estrutura montada com a finalidade de produzir e disseminar conteúdos por meio das redes sociais”.

O ex-ministro disse que os próprios ministros do governo, que atuavam dentro do Palácio do Planalto, comentavam sobre a participação dos dois no gabinete do ódio.

Nessa parte do depoimento, ele não citou quais ministros lhe disseram sobre a participação de Carlos e Tercio, mas em outra momento do interrogatório, disse que melhores esclarecimentos, sobre ataques nas redes a autoridades de outros poderes, poderiam ser obtidas, por exemplo, com o então secretário de Governo, Luiz Eduardo Ramos, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e o então secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten.

O depoimento foi realizado no em novembro do ano passado. Moro ainda disse que, após sua saída do governo, passou a ser alvo do grupo.

“Quando de sua saída do Ministério de Justiça ocorreram diversos ataques contra sua pessoa em redes sociais; QUE chegou ao seu conhecimento que tais ataques eram oriundos do denominado ‘gabinete do ódio'”.

Moro disse desconhecer se houve utilização direta de recursos públicos para a produção e disseminação de conteúdos, mas que era necessário verificar se houve a utilização de servidores públicos para isso.

Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO