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MP do Rio diz que Flordelis envenenou marido pelo menos seis vezes

MP do Rio diz que Flordelis envenenou marido pelo menos seis vezes
Foto: Pablo Valadares

A deputada Flordelis (PSD) tentou envenenar o marido, Anderson do Carmo de Souza, com ajuda dos filhos “pelo menos” seis vezes, segundo o Ministério Público do Rio.

Os promotores disseram que eles faziam “ministração dissimulada, continuada e sucessiva de veneno nas comidas e bebidas” consumidas por Anderson, “em doses cumulativas eficazes, com objetivo de produzir ao final o resultado morte, provocando intoxicação exógena”.

O pastor só não morreu porque foi socorrido por médicos no hospital nas seis tentativas. O MP diz que foi Flordelis quem “decidiu, planejou e iniciou” tais tentativas de homicídio, ocorridas durante mais de um ano, entre maio de 2018 e junho de 2019.

“Foi autora do plano homicida e arregimentou cúmplices no âmbito familiar para a sua execução, além de ministrar dissimulada e sucessivamente o veneno nas comidas e bebidas da vítima”, afirmou o MP do Rio na denúncia.

Marzy Teixeira da Silva e Simone dos Santos Rodrigues, duas das filhas de Flordelis, ajudaram na escolha e compra do veneno pela internet. Buscaram substâncias que fossem “letais e possíveis de adquirir”, segundo os promotores.

André Luiz de Oliveira e Carlos Ubiraci Francisco da Silva, também filhos da deputada, deram “apoio moral”. O primeiro convencendo Anderson a ingerir os alimentos e bebidas envenenados. O outro impedindo que demais membros da família consumissem o que estava contaminado.

Segundo os promotores, Flordelis foi responsável por planejar o crime e incitar os filhos a misturar veneno na comida e na bebida do pai. “O crime foi praticado com o emprego de veneno, ministrado de forma insidiosa, gradual e oculta nos alimentos, causando intenso sofrimento à vítima”, diz a denúncia.

Anderson foi morto em 16 de junho do ano passado, em casa, com mais de 30 tiros. Flordelis e os filhos foram denunciados hoje pelo crime e responderão também por tentativa de homicídio qualificado, falsidade ideológica e associação criminosa.

A deputada tem 55 filhos, dos quais 51 são adotivos, segundo ela.

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