MP do Rio investiga superfaturamento na compra de máscaras pela Prefeitura

O Ministério Público do Rio abriu inquérito civil para investigar se a Prefeitura da capital comprou máscaras e insumos superfaturados para combater a pandemia de Covid-19. Os promotores vão apurar se houve improbidade administrativa no caso.

Serão investigadas a Secretaria municipal de Saúde do Rio, a Rio Saúde (estatal de saúde) e as empresas  RM Comércio, hoje RR Select farm; DBV; China Meheco; Preciosa; Balsamo; Curadh; 2RIOS/MLB²; Terra Trading; Infracon; LR Lagos.

O inquérito se baseia em relatório do Tribunal de Contas do Município que apontou superfaturamento de até três vezes na compra sem licitação de máscaras, em caráter emergencial. Segundo o TCM, as empresas também não tinham objeto social e nem porte para atender às demandas da Prefeitura.

Uma das empresas, a RM Comércio, tinha capital social de R$ 94 mil até junho deste ano. Depois de assinar os contratos com a Secretaria de Saúde, passou a ter capital de R$ 5 milhões.

Antes da venda das máscaras, o único contrato da empresa com a Prefeitura era com a Riotur, para venda de camisas de malha para o carnaval de 2019, por R$ 17,5 mil. A Riotur é hoje investigada por corrupção envolvendo o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.

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