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MP do Rio pede prisão preventiva de Flordelis

Acusada de mandar matar o marido, Anderson do Carmo, em 2019, pastora não foi presa por ter imunidade parlamentar; na quarta, a Câmara cassou seu mandato
MP do Rio pede prisão preventiva de Flordelis
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério Público do Rio de Janeiro acaba de pedir a prisão preventiva de Flordelis, ex-deputada do PSD do Rio, cassada na última quarta-feira, 11.

Em agosto de 2020, a pastora e outras dez pessoas foram denunciadas pelo assassinato do marido de Flordelis, o também pastor Anderson do Carmo, em 2019. Acusada de ser a mandante do crime, ela não teve sua prisão pedida em razão da imunidade parlamentar.

“Com a perda do mandato de parlamentar, a situação jurídica da ré deve ser revista, para sanar a desproporcionalidade que havia entre as medidas cautelares impostas e os fatos imputados e as condutas que a ré praticou para interferir na instrução e se furtar no momento da aplicação da lei penal”, diz o pedido de prisão, encaminhado à 3ª Vara Criminal de Niterói.

Em outro trecho do documento, o MP-RJ diz: “Ao longo de toda a persecução penal, ficou claro que a liberdade da ré colocava em risco tanto a instrução criminal quanto a aplicação da lei penal e que, mesmo sendo cabível e necessária sua prisão preventiva, a decretação só não foi possível devido à imunidade parlamentar”.

Segundo a Promotoria, Flordelis orientou os outros denunciados para que o celular de Anderson fosse localizado e suas mensagens comprometedoras fossem apagadas, além de mandar queimar as roupas com possíveis vestígios.

Sempre de acordo com a denúncia, a agora ex-deputada também solicitou que testemunhas mentissem à polícia e descumpriu várias vezes a medida cautelar de monitoramento eletrônico.

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