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MPF abre investigação sobre ensaio clínico com proxalutamida em hospital militar

O procedimento com o uso do medicamento contra o câncer de próstata teria ocorrido clandestinamente no Rio Grande do Sul
MPF abre investigação sobre ensaio clínico com proxalutamida em hospital militar
Foto: Reprodução

O MPF-RS abriu inquérito civil público para apurar a existência de um ensaio clínico supostamente irregular com a proxalutamida, uma droga experimental contra o câncer de próstata, no tratamento da Covid, diz o portal Matinal.

O medicamento é defendido por Jair Bolsonaro. Em julho, o presidente disse que pediria testes com o medicamento ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. No mesmo mês, Anvisa autorizou estudos para avaliar a segurança e eficácia da proxalutamida no tratamento contra a Covid.

Segundo o portal, o grupo que fez o estudo no Sul é o mesmo que conduziu um ensaio com a proxalutamida em fevereiro no Amazonas, e que também está sob investigação do Ministério Público Federal no estado. É liderado pelo endocrinologista Flavio Cadegiani, que tem como braço-direito o infectologista Ricardo Zimerman, servidor do Hospital da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, onde os ensaios teriam sido realizados clandestinamente.

A investigação no Sul foi aberta no último dia 13, com base em uma representação sigilosa. A Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e a Anvisa têm até o dia 28 para responderem aos questionamentos sobro o caso. Segundo a reportagem do Matinal, cerca de 50 pacientes de Covid internados com Covid no hospital da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, receberam comprimidos do medicamento. Eles relataram ter assinado termos de consentimento para tomar o remédio, mas não receberam cópias do documento.

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