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MPF arquiva representação contra Silas Malafaia por convocação de golpe militar

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O procurador da República Mário Sérgio Ghannagé Barbosa arquivou representação contra o pastor Silas Malafaia por críticas ao STF e ao Congresso no Twitter. Malafaia era acusado de infringir a Lei de Segurança Nacional.

Segundo o procurador, “não existem indícios de que o representado, ainda que se trate de uma figura pública e exerça influência sobre diversos cidadãos, exerça essa mesma influência no governo federal, a ponto de representar uma ameaça à ordem social vigente ou aos chefes dos poderes da União”.

Leia AQUI a manifestação do procurador.

A representação contra Malafaia dizia que ele deveria ser enquadrado no artigo 23, inciso II, da Lei de Segurança Nacional: “Incitar a animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis”.

Ele era acusado por causa de post no Twitter dizendo “neste vídeo eu faço denúncias gravíssimas e mostro na lei que o STF está dando um golpe no Brasil. Bolsonaro tem que se posicionar convocando as Forças Armadas”.

O pastor também era acusado de “tentar impedir o livre funcionamento dos poderes da União” por causa de um post em que disse que “Alexandre tinha que ser preso”, em referência ao inquérito das fake news, que corre no Supremo.

Para o procurador Mário Ghannagé Barbosa, a representação contra Malafaia era uma tentativa de censura:

“Permitir, em 2020, que o Ministério Público e o Judiciário sejam os fiscais da verdade, da correção de ideias e da produção de pensamento, é conferir a eles o verdadeiro papel de editores do Brasil. Significa, em outras palavras, retomar ao período da Idade Média, com uma troca singela de deuses e inquisidores”.

Leia mais: Gilmar Mendes x militares: conheça os bastidores do caso aqui.

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