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MPF diz que há indícios de crime na compra da Covaxin

A procuradora que investiga na área cível a compra da vacina indiana Covaxin pediu também uma investigação criminal sobre o negócio suspeito
MPF diz que há indícios de crime na compra da Covaxin
Foto: Alan Santos/PR

A compra da Covaxin, que vinha sendo investigada na área cível, deve ser investigada também na esfera criminal.

Em despacho assinado no último dia 16, a procuradora Luciana Loureiro disse:

“A omissão de atitudes corretivas da execução do contrato somada ao histórico de irregularidades que pesa sobre os sócios da empresa Precisa e ao preço elevado pago pelas doses contratadas, em comparação com as demais, torna a situação carecedora de apuração aprofundada, sob duplo aspecto cível e criminal, uma vez que, a princípio, não se justifica a temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde com essa contratação, a não ser para atender a interesses divorciados do interesse público”.

A procuradora listou cinco indícios de crime, entre os quais o custo da vacina (80,7 reais por dose, contra 19,87 reais da AstraZeneca) e a rapidez no fechamento do contrato (97 dias, contra os 330 dias da Pfizer).

Mas não foi só isso.

A Crusoé revelou também que o representante da Covaxin no Brasil contou com uma MP redigida pelo líder do governo, Ricardo Barros, além do empenho direto de Jair Bolsonaro, que intermediou o negócio em conversa com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

A CPI da Covid tem de se concentrar nisso; a imprensa já chegou lá.

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