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MPF pede nova prisão de Coriolano Coutinho

O Ministério Público Federal recorreu hoje de decisões da ministra Laurita Vaz, do STJ, que soltaram 8 pessoas investigadas na Operação Calvário, que desvendou um esquema que desviou ao menos R$ 134 milhões na Paraíba.

Entre os soltos estão Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho e que, segundo o MPF, era responsável pela lavagem de dinheiro do esquema com laranjas.

Além dele, o órgão quer levar de volta para a cadeia Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas, José Arthur Viana Teixeira, Valdemar Ábila, Denise Krummenauer Pahim, Breno Dornelles Pahim Neto, Waldson Dias de Souza e Gilberto Carneiro da Gama.

No recurso, o subprocurador Mario Bonsaglia diz que os valores desviados ainda não foram recuperados e que é possível que os envolvidos ainda estejam usufruindo do dinheiro sujo.

“Elementos de prova apontam para a existência de indícios de persistência de atos de desdobramento da cadeia criminosa, inclusive com adoção de cautelas para encobrimento de rastros e, ainda, de existência de numerário pendente de rastreamento”, alertou.

O MPF vai aguardar a publicação do acórdão da Sexta Turma que manteve a soltura de Ricardo Coutinho, considerado o líder do esquema. Como neste caso, a decisão foi colegiada, as chances de reverter a soltura são consideradas mais remotas.

Hoje, foi deflagrada a 8ª fase da operação, cujo alvo foi um auditor do Tribunal de Contas que aliviava as fiscalizações sobre organizações sociais que pagavam propina. Uma nova denúncia foi apresentada contra Ricardo Coutinho.

Calvário: MP denuncia Ricardo Coutinho pela 2 ª vez e vê esquema de dossiês

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