MPF pede que hacker da Lava Jato volte à prisão preventiva após dar entrevista pela internet

MPF pede que hacker da Lava Jato volte à prisão preventiva após dar entrevista pela internet
Foto: Reprodução/redes sociais

O Ministério Público Federal enviou à Justiça Federal um novo pedido de prisão preventiva do hacker Walter Delgatti Neto, o Vermelho, que invadiu o Telegram de diversas autoridades, incluindo Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, para roubar suas mensagens.

Os procuradores argumentam que Delgatti descumpriu uma das medidas cautelares determinadas pela 10ª Vara da Justiça Federal para soltá-lo, que era a ordem para não acessar a internet.

O hacker usou a internet do escritório de seu advogado para conceder entrevista por meio de videoconferência, diz o MPF.

“O fato de Walter não ter clicado no computador para acessar a internet é desimportante, pois a decisão é clara quanto à proibição de não acessar a internet, de forma direta ou indiretamente com a ajuda de terceiros, e que o uso de videoconferência apenas poderia ocorrer para compromisso com a Justiça”, escreveu a procuradora Melina Montoya.

A procuradora acrescenta ainda que o hacker, nas entrevistas, “expõe conteúdos íntimos das vítimas dos crimes investigados”.

Preso em julho de 2019 na Operação Spoofing. Delgatti teve a prisão preventiva revogada em setembro do ano passado, com a determinação de que ele usasse de tornozeleira eletrônica.

Segundo seu advogado, Ariovaldo Moreira, o hacker “não acessou a rede mundial de computadores”, e o MPF quer a “privação da sua liberdade de expressão”.

 

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