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MPF pede que pena de condenado na Greenfield vá de 15 para 220 anos

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O MPF recorreu ao TRF-1 das penas impostas pela Justiça Federal a André Luiz de Souza e Vitor Hugo dos Santos Pinto por corrupção no Fundo de Investimentos do FGTS. Eles foram condenados por favorecer a Odebrecht em investimentos do fundo, mas o MPF quer que as penas sejam aumentadas.

André Luiz de Souza era integrante do Comitê de Investimentos na época dos fatos e foi condenado a 15 anos e nove meses de prisão. O MPF pediu que o TRF-1 aumente a pena para 220 anos – conte cada ato de corrupção como um crime separado, e não como crimes continuados.

Vitor Hugo Pinto era gerente de Fundos para o Setor Imobiliário da Caixa Econômica e pegou nove anos e quatro meses. Os procuradores querem que a pena vá para 16 anos.

Ambos foram condenados na Operação Greenfield por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por receber propina para investir dinheiro do FI-FGTS em empresas controladas pela Odebrecht.

De acordo com a sentença, faltaram provas de que os dois atuaram e receberam propina para fazer com que o FGTS comprasse R$ 1,5 bilhão em títulos da dívida da Mesa Energia, favorecendo a Odebrecht Energia.

André Luiz também foi absolvido da acusação de tráfico de influência para favorecer a empreiteira na renegociação da compra de debêntures da Odebrecht Imobiliária pela Caixa.

Os procuradores pedem que o TRF-1 reforme esse trecho da sentença e condene o executivo.

No entendimento do MPF, os dois réus causaram prejuízos de R$ 81 milhões aos cofres públicos.

Leia mais: O combate à corrupção parece estar sob ameaça mais uma vez no Brasil. Clique aqui para ler na íntegra

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