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MPF vai recorrer das decisões de Toffoli que suspenderam investigações da Lava Jato contra Serra

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O Ministério Público Federal vai recorrer das decisões do presidente do STF, Dias Toffoli, que travaram as investigações da Lava Jato contra o senador José Serra. Os procuradores ainda estudam os argumentos que serão apresentados, mas as peças serão enviadas ao gabinete do relator sorteado, o ministro Gilmar Mendes.

Ontem, em liminares, Toffoli suspendeu os dois inquéritos que correm em São Paulo contra Serra. Segundo o ministro, os mandados de busca e apreensão expedidos pelos juízes eram amplos demais e poderiam atingir documentos ligados ao mandato parlamentar, violando a prerrogativa de foro de Serra.

Nas decisões, Toffoli criticou “a extrema amplitude da ordem de busca e apreensão, cujo objeto abrange computadores e quaisquer outros tipos de meio magnético ou digital de armazenamento de dados, impossibilita, de antemão, a delimitação de documentos e objetos que seriam diretamente ligados desempenho da atividade típica do atual mandato do senador”.

As decisões pararam dois inquéritos, uma na Justiça Eleitoral e outro, na Justiça Federal. Ambos correm em primeira instância porque se referem a fatos anteriores ao senador tomar posse.

O inquérito eleitoral apura indícios de que Serra recebeu doações de executivos da Qualicorp para sua campanha ao Senado em 2014 e não declarou o dinheiro ao TSE. Para o MP, Serra cometeu o crime de caixa dois eleitoral.

Já o inquérito da Justiça Federal foi aberto com base nas delações da Odebrecht. A Lava Jato investiga se Serra recebeu propina da empreiteira quando era governador de São Paulo para favorece-la em contratos das obras do Rodoanel.

A Justiça recebeu a denúncia, mas a decisão de Toffoli trancando o inquérito foi tomada antes. O juiz do caso suspendeu sua própria decisão, assim que foi intimado da liminar de Toffoli.

Nesse caso, Serra e a filha, Verônica, são acusados de lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, o senador recebeu a propina em contas na Suíça controladas pela filha. Ele é acusado de lavagem por movimentações feitas entre 2010 e 2014. Todos os fatos anteriores a 2010 já prescreveram, segundo a denúncia do MPF.

 

Leia mais: O estrago do plano do PGR sobre a Lava Jato

Comentários

  • Glória -

    OS CANALHAS TAMBÉM ENVELHECEM ... E ESSE AINDA DEIXA UMA CRIA . VAI TER QUE RESPONDER PELO DINHEIRO ROUBADO QUE ESTÁ MOCADO NO EXTERIOR TAMBÉM.

  • Luiz -

    Tem pessoas que criticam o Moro

  • Cacevo -

    Esses ministros vigaristas inventam artimanha absurdas para dar salvo conduto para os bandidos do dinheiro público. É óbvio que o mandado de busca tem que ser geral. Não se sabe aonde os picaretas

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