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'Mudas de café' e 'garrafas de vinho' eram código para propina, diz PF

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Investigados pela Operação Registro Espúrio, da PF, tratavam do pagamento de propinas no Ministério do Trabalho por meio de códigos como “mudas de café” e “garrafas de vinho”, informa a Folha.

Os investigadores tiveram acesso a mensagens trocadas em março de 2017 entre o coordenador-geral de Registro Sindical da pasta, Renato Araújo, e o advogado Carlos Artur Barboza, que foi secretário-adjunto de Relações do Trabalho até 2015.

“Eu disse a ele que tenho que te passar 300 mudas. Se vc combinar comigo, vc fica com 250 mudas de café e eu planto 50, pode ser?”, escreveu Araújo.

Dois meses depois, Barboza perguntou se havia novidades no caso de uma entidade e avisou: “Tá comigo tuas 2.5 garrafas do bom vinho do Porto”.

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