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Mulher de Toffoli e ministra do STJ também foram alvo da Receita

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A advogada Roberta Maria Rangel, mulher do presidente do STF, Dias Toffoli, e a ministra Isabel Gallotti, do STJ, também aparecem entre os nomes de contribuintes citados pela Receita Federal numa investigação que mirou 134 agentes públicos.

Segundo o Estadão, o material foi produzido pela Equipe Especial de Programação de Combate a Fraudes Tributárias (EEP Fraude), grupo criado em 2018 para fiscalizar irregularidades tributárias envolvendo agentes públicos.

O pente-fino foi feito em agentes públicos com patrimônio superior a R$ 5 milhões, ou aumento patrimonial acima de R$ 500 mil no ano anterior, movimentação em espécie acima de R$ 500 mil ou valor de rendimento isento acima de R$ 500 mil.

Além do próprio contribuinte, o mesmo critério foi utilizado para parentes de 1º e 2ª grau, sócios e pessoas jurídicas com algum tipo de relação. Outro alvo já conhecido da apuração da Receita foi o ministro Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar.

Em julho do ano passado, a mulher de Toffoli foi citada em reportagem da Crusoé como responsável pelo pagamento de uma mesada de R$ 100 mil ao ministro, hoje presidente do STF. Os repasses ocorreram desde 2015 e somam R$ 4,5 milhões.

A ministra Isabel Galotti, por sua vez, é casada com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Walton Alencar. “A  única coisa atípica que minha esposa recebeu nos últimos anos foi a herança da mãe que morreu e foi inteiramente declarada no IRPF”, afirma Alencar.

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