Mutilação da obra de Monteiro Lobato provoca críticas do governo

Mutilação da obra de Monteiro Lobato provoca críticas do governo
Foto: Wikimedia Commons

O secretário de Cultura do governo Jair Bolsonaro, Mario Frias, e o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, criticaram as notícias de que Cleo Monteiro Lobato, bisneta do escritor, pretende reeditar sua obra suprimindo trechos considerados racistas.

Cleo, informa a Folha, anunciou que prepara uma edição de “A Menina do Narizinho Arrebitado” com alterações como a exclusão de um trecho que diz que Tia Nastácia “trepou que nem uma macaca de carvão”.

Nas redes sociais, Camargo afirmou que Monteiro Lobato não era racista e que “nenhum preto pediu” o que ele chama de “mutilação da obra” do escritor. Frias, por sua vez, classificou as intenções da bisneta como “vergonha”.

O Antagonista, que não tem nenhuma simpatia por Camargo e Frias em particular nem pelo governo de Jair Bolsonaro em geral, neste caso acredita que é, sim, de mutilação que se trata —a tentativa de apagar da história o racismo de Lobato (compartilhado por outros intelectuais de sua época) será enormemente prejudicial à compreensão dessa mesma história.

LEIA AQUI “Disque ‘N’ para matar Monteiro Lobato’, um dos primeiros posts deste site a tratar do assunto, em 2015.

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