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Na Alerj, até suplente de deputado preso está na cadeia

A Alerj discute hoje a aprovação de um projeto de lei que permitiria a posse imediata de suplentes no lugar dos deputados presos, informa o G1.

“Em um dos casos, no entanto, nem o suplente pode assumir. O reserva de Anderson Alexandre (SD), preso por suspeita de corrupção e fraude em licitações, é Coronel Jairo (SD), que também está atrás das grades.”

Coronel Jairo era deputado estadual e foi preso no exercício do mandato na Operação Furna da Onça, acusado de receber uma mesada de R$ 50 mil da organização criminosa liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral, mas nega com “veemência” as acusações.

O titular Anderson é suspeito de receber propina de empresários em obras públicas.

Mas a tragicomédia não para por aí.

Sem os dois, a vaga deveria ser ocupada pelo atual prefeito de Niterói, Paulo Bagueira, que concorreu nas eleições de outubro como deputado e é o segundo suplente da coligação.

“O vereador Bagueira era presidente da Câmara Municipal de Niterói e assumiu o Executivo após a prisão do prefeito Rodrigo Neves, já que Niterói não tinha um vice.”

Quando vereador, Bagueira foi citado em gravação telefônica investigada pelo MP-RJ como responsável por negociar compra de votos no Morro do Cavalão, em 2016.

De acordo com o MP, “inúmeras” conversas entre traficantes apontam para pagamentos em espécie de votos feitos por ele.

“Em nota, Bagueira não adiantou se vai assumir a vaga na Alerj e negou qualquer irregularidade.”

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