Não chora, bebê, a gente finge que gosta de você

Está marcada para amanhã a primeira reunião ministerial do segundo governo Dilma, a ex-guerriheira de esquerda. A presidente e 39 ministros, mais os áulicos todos que os rodeiam, compõem o retrato perfeito do Estado obeso brasileiro, e esse deveria ser o assunto dos jornais, sites e assemelhados.
Mas quem se importa? Os jornalistas só se preocupam se Dilma falará à imprensa depois de mais um de mês em silêncio, se fará um pequeno pronunciamento a ser filmado, se aparecerá sorridente ou de semblante fechado, se trocará palavras com Joaquim Levy, cuja posse ela se recusou a prestigiar, se, se, se.
Nada disso tem relevância. Serve apenas para garantir o emprego da chusma de analistas políticos que falam platitudes e se contentam em passar adiante o que lhes sussurram dentro do Planalto os insignificantes que o povoam. Vez por outra, os insignificantes são úteis para pautar o noticiário de acordo com as conveniências do poder.  Hoje, véspera da reunião ministerial, linhas foram escritas para garantir que a presidente está inteiramente de acordo com a necessidade das medidas adotadas de aumento de impostos e corte de benefícios trabalhistas. Foi um recadinho a Joaquim Levy, depois que o ministro-júnior da Fazenda andou resmungando que era um incompreendido. 
De vez em quando, é preciso fazer um cafuné no bebê, para o bebê não chorar.

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