Não conseguimos comprar vacina da Pfizer por exigências da empresa, diz Pazuello

Não conseguimos comprar vacina da Pfizer por exigências da empresa, diz Pazuello
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Eduardo Pazuello afirmou há pouco, em coletiva, que o governo federal não pode comprar as vacinas contra Covid-19 da Pfizer por causa das exigências impostas pela empresa.

Segundo o ministro, a Saúde negocia com a Pfizer para “amenizar” as cláusulas previstas no contrato para algo “compatível com o nosso país”.

“Nós temos discutido com a Pfizer, tentando demover a empresa das exigências que não permitem a nossa contratação (…). Amanhã tem novas reuniões com a Pfizer. E o que queremos com a Pfizer? Que ela nos dê o tratamento compatível com o nosso país, que amenize essas cláusulas. Não podemos assinar dessa forma.”

Pazuello destacou cinco exigências da Pfizer que têm dificultado um acordo para a compra de vacinas da empresa. São elas:

  1. Isenção de responsabilidade por efeitos colaterais;
  2. Ações judiciais devem ser feitas em foro americano;
  3. Abrir mão de ativos brasileiros no exterior para um fundo caução, para eventuais ações judiciais;
  4. Não fornecimento de diluente para o imunizante; e
  5. Dificuldade para armazenagem da vacina.
O ministro da Saúde também criticou o fato de a Pfizer conceder poucas doses da vacina.

“Seriam 500 mil doses em janeiro, 500 mil em fevereiro, 2 milhões em março, 2 milhões em abril, 2 milhões em maio e 2 milhões em junho. Pensem se isso resolve o problema do Brasil. Volto a dizer: toda vacina oferecida à Pfizer no primeiro semestre vacina metade da população do Rio de Janeiro. Grande Rio. Duas doses, 4 milhões de pessoas vacinadas.”

E completou:

“Se nós somarmos todos os países, inclusive os EUA, não dá uma cidade como o Rio de Janeiro. E todo dia a imprensa fala que o Brasil está atrasado. O mundo ainda não vacinou o efetivo do Rio de Janeiro. O mundo ainda não tem registro definitivo de vacinas, tem autorização de uso emergencial.”

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