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“Não dá para votar nele em 2022”, diz Janaina sobre Bolsonaro

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Na entrevista a O Antagonista, disponível em vídeo, Janaina Paschoal disse estar convencida de que não dá para votar em Jair Bolsonaro na eleição de 2022.

“Muita gente diz para mim: ‘Janaina, você tem que entender que ele está fazendo isso para chegar não sei onde’. Muita gente vê assim, sei lá, algo de muito sábio [nas atitudes do presidente]. Eu não consigo ver. Para mim, é uma grande burrice. Porque ele poderia estar liderando esse momento, até para coordenar a reabertura em alguns locais. Reabrir alguns locais não é ruim: a gente pode avaliar a evolução dos números, pode comparar onde está tudo fechado. É uma experiência nova para o mundo todo. Todos nós estamos inseguros sobre quais passos dar”, disse Janaina.

“Agora, quando ele adota uma postura de birra – porque, para mim, ele faz birra –, ele perde todo esse potencial de liderança. É nesse sentido que eu não consigo ver estratégia. Eu não consigo ver inteligência. E a falta de estratégia e inteligência é tal que não dá para votar nele em 2022. Porque ninguém aguenta mais esse inferno. Cada hora é uma confusão que ele cria, que os filhos criam, que aquele núcleo cria. O país, para evoluir, precisa de um pouco de tranquilidade”, concluiu a deputada.

Embora tenha dito que não acha prudente pensar em impeachment, por enquanto, Janaina explicou a O Antagonista sua declaração anterior, em resposta a um vídeo publicado na conta oficial de Bolsonaro, de que “se o Sr não parar com essas postagens, os militares vão para a rua para retirar o Sr, com base no artigo 142 da Constituição Federal”. O vídeo mostrava uma mulher pedindo para o presidente colocar os militares na rua para forçar a reabertura do comércio em meio à pandemia de coronavírus.

“Leia lá: qualquer dos poderes pode acionar as Forças Armadas, não só o Executivo. O que eu quis dizer foi que, na medida em que ele está criando o caos, podem acioná-las contra ele. Os bolsonaristas só leem a primeira metade do dispositivo”, complementou Janaina, após a entrevista.

A “primeira metade” do dispositivo diz:

“As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República”. Eis a continuação citada, com o grifo correspondente: “e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Assista à íntegra: aqui.

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