"Não era um ambiente profissional", diz promotor sobre escritório de Wassef onde Queiroz foi preso

O endereço onde Fabrício Queiroz foi preso hoje estava registrado como escritório de advocacia de Frederick Wassef, advogado de Jair Bolsonaro. Tinha placa na fachada, tapete na entrada e só.

Por dentro, era uma casa – ou quase isso. Nenhum computador, poucos móveis e Queiroz parecia dormir num colchão, como contou a O Antagonista o promotor de Justiça Jandir Moura Torres Neto, de Campinas (SP).

“Não parecia ser um ambiente profissional. Isso nos chamou atenção. Ontem, quando recebemos o mandado de prisão e fomos checar o endereço no Google, para saber como chegar, quem morava ali, essas coisas, vimos que era um escritório. Hoje, quando chegamos lá, vimos que parecia uma casa”, disse o promotor, que participou da prisão do ex-assessor de Flávio Bolsonaro hoje de manhã.

Segundo Torres, “tudo hoje foi diferente, por causa do alvo”. Não foi possível fazer vigilância, nem entrevistar vizinhos, por exemplo.

Foi por causa da busca pelo endereço na internet que a Comissão de Prerrogativas da OAB foi chamada. “Mas os próprios representantes da OAB estranharam quando entraram na casa”, lembrou o promotor.

“É algo estranho, né? Queiroz tem um advogado registrado que o representa nos autos, mas estava escondido na casa de outro, que tem procuração do presidente da República.”

Leia mais: Sergio Moro estreia como colunista exclusivo da 'Crusoé'. Clique e saiba mais
Mais notícias
Comentários desabilitados para este post
TOPO