Não faltou dinheiro; faltou cérebro

Merval Pereira apresenta as principais conclusões de um estudo de Cláudio Frischtak sobre a política industrial (ou o que o valha) dos governos Lula e Janete. Eis o que afirma no Globo:

“Ele [Frischtak] argumenta que o retrocesso da indústria de transformação no país não foi por falta de apoio dos instrumentos clássicos: não faltou financiamento ao investimento e à inovação; como não faltaram incentivos fiscais; e nem tampouco proteção, para evitar que a demanda “vazasse” para o exterior.

‘Faltou fundamentalmente um diagnóstico correto, o que levou em anos recentes a um ativismo sem estratégia por um Estado fragilizado’. O resultado – por causa de erro de diagnóstico e uso inadequado de instrumentos – foi ‘na melhor das hipóteses pífio’, avalia o economista. As políticas de governo foram ‘fiscalmente desastrosas e contraproducentes’”.