Não foi a Odebrecht que pagou propina

Leitores nos perguntam se O Antagonista acredita que a Odebrecht pagaria 31 milhões e meio de dólares ao então diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, como um prêmio pelos serviços prestados por ele à empresa.

É claro que não acreditamos que a Odebrecht pagaria essa soma. Porque não foi a empresa que pagou, fomos nós — contribuintes e acionistas da estatal. A Odebrecht, assim como as outras empreiteiras do Petrolão, superfaturavam de tal maneira os contratos com a Petrobras que o dinheiro da propina não só estava incluído como representava uma porção mínima do preço final — no máximo 5%, se forem somadas as comissões dos partidos, operadores intermediários e diretores da estatal.

Dava, portanto, para nós fazermos um bom agrado a Paulo Roberto Costa. Ele merecia.

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