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"Não há remédio contra o choro do perdedor", diz Barroso, sobre acusações de fraude nas eleições

Ao rejeitar voto impresso, presidente do TSE citou exemplos de países que o adotam e apontam fraudes na recontagem
“Não há remédio contra o choro do perdedor”, diz Barroso, sobre acusações de fraude nas eleições
Foto: TV Câmara

Em resposta a deputados que desconfiam da urna eletrônica, Luís Roberto Barroso afirmou que “não há nenhum sistema nem processo de apuração eleitoral imune ao risco de ser acusado de fraude por quem perdeu”.

“Então, López Obrador, em 2006, quando perdeu no México, disse que foi fraudado. Depois ele ganhou, foi bom. Nos Estados Unidos Donald Trump perdeu, foi fraudado. Quem estiver lendo os jornais, Keiko Fujimori já disse que houve fraude [no Peru]. Portanto, quem perde dizer que houve fraude faz parte da vida. E todos os exemplos que dei são de lugares que têm voto impresso. Portanto, não há remédio contra o choro do perdedor”, afirmou.

Ao defender novamente o sistema totalmente eletrônico e rejeitar o voto impresso, o presidente do TSE disse que é melhor confiar no software do que numa recontagem manual.

“Ou nós confiamos no software, cuja implantação na urna é fiscalizada pelos partidos, Ministério Público, OAB e Polícia Federal, ou então vamos ter que confiar em 2 milhões de escrutinadores. A escolha é essa: ou o software ou quem vai contar o voto à mão. Então, eu acho que confiar no software, porque confio na equipe técnica, e sob fiscalização dos partidos, eu considero muito mais seguro.”

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