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"Não permitiremos que candidatos comprem publicidade no Twitter"

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Melissa Barnes, diretora-geral do Twitter para a América Latina, disse ao Estadão que Donald Trump “foi o primeiro a entender a nova forma que a mídia está funcionando nos EUA, da mesma maneira que Franklin Roosevelt foi o primeiro a realmente saber como usar o rádio e John F. Kennedy ter sido o pioneiro no uso da televisão”.

Ela afirmou também que, na disputa eleitoral, “os políticos e seus grupos de apoiadores vão continuar a usar o Twitter como um meio para dar força à sua estratégia de comunicação”.

“No Brasil, nós estamos olhando as leis de perto. Para cumprir as regras de transparência, não permitiremos que candidatos comprem publicidade para veicular no Twitter.”

Isso ocorrerá, segundo o jornal, porque as regras exigem que os posts patrocinados tenham a clara menção de que se trata de uma publicidade – ferramenta que, ao contrário de suas concorrentes, a empresa ainda não oferece.

Os candidatos “poderão, porém, manter perfil pessoal no Twitter e se comunicar por meio dele”, explicou Barnes. “E nós sempre gerenciamos aqueles que violam nossas políticas de anúncios – isso não vai mudar. Não vamos priorizar candidatos ou grupos de nenhum tipo de ideologia”, garantiu a diretora-geral da plataforma para a América Latina.

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