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"Não podemos transformar as empresas em coitadinhas"

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Carlos Fernando dos Santos Lima explicou à Folha de S. Paulo que os acordos com a Lava Jato não servem para salvar as empresas, e sim para condenar os criminosos.

Leia aqui:

A leniência é um mecanismo para salvar uma empresa?

Não. Esse é o interesse dela. Meu interesse não é esse. Meu interesse é: me traga provas dos outros crimes, dos outros envolvidos, me dê todo material, pague um ressarcimento, pague as multas que tem que pagar e, na medida do possível, entregue todas as provas e mude de comportamento. Esse é o meu interesse. Eu entendo o seu [empresa]. Você quer se salvar, tudo bem. Agora, você cumpra os interesses meus. Ela [leniência] não é para salvar o mercado das empreiteiras. Ela é para “você se salva e todas as outras vão para o sal”. É assim que funciona.

Como essa solução não é possível…

A questão não é quebrar uma empresa. Quem quebrou não fomos nós. Primeiro porque eu nem sei se ela está quebrada. Quem quebrou foi o comportamento delas. Nós não podemos transformar as empresas em coitadinhas.

Então pode valer a pena uma investigação quebrar uma empresa ou até um setor todo da economia?

Vale a pena manter um crime organizado funcionando? Se eu salvar as empresas eu vou manter o crime organizado funcionando?

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