“Não precisa ser gay, ser negro, ser índio, ser amarelo, ser azul”

Durante uma palestra para alunos de Direito, o procurador Ricardo Albuquerque, do MP estadual do Pará, disse o seguinte:

“Esse problema da escravidão aqui no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar, até hoje. O índio preferia morrer do que cavar mina, do que plantar para os portugueses. O índio preferia morrer. Foi por causa disso que eles foram buscar pessoas nas tribos na África, para vir substituir a mão de obra do índio. Isso tem que ficar claro, ora!”

Era o que se aprendia até a década de 70. O procurador está, no mínimo, desatualizado.

Ele também afirmou:

“Agora tem que dar estrutura para todo mundo, tem que dar terra pra todo mundo, mas é porque é brasileiro, só isso. É o que eu disse ainda agora, todos são iguais em direitos e deveres, homens e mulheres. Você escolhe o que você quiser ser, não estou nem aí. Mas todos são iguais, todos, todos, todos, absolutamente todos. Não precisa ser gay, ser negro, ser índio, ser amarelo, ser azul para ser destinatário de alguma política pública. Isso tá errado. O que tem que haver, meus amores, é respeito mútuo. Eu lhe respeito, você me respeita, acabou a história. O resto é papo furado. Isso tudo só faz travar a sociedade e eu tô dizendo isso porque eu sei o que rola lá dentro.”

É o contrário do que se ensina hoje.

Enfim, o combate à corrupção avança no território inexplorado do Judiciário. Saiba mais