Nas asas da corrupa

São discrepantes as informações sobre o valor em dólares a ser devolvido por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, segundo o acordo de delação premiada. Há quem noticie que se trata de quase 100 milhões de dólares. A informação correta foi dada pelo Antagonista. No seu acordo, Pedro Barusco se compromete a devolver 67 milhões e 500 mil dólares, depositados em 13 contas no exterior, uma delas em nome da sua mulher, Luciana Adriano Franco, e a pagar uma multa compensatória de 3 milhões e 250 mil reais.

Barusco também concordou que o Ministério Público tivesse acesso a todas as movimentações financeiras realizada por ele, mesmo em contas que não estivessem no seu nome. Talvez daí tenha saído a informação de que tenha enviado ao exterior quase 100 milhões de dólares (97 milhões, para ser exato). Mas o total roubado para si próprio que consta do acordo de delação é de 67 milhões e 500 mil dólares, até onde se sabe.

Seja como for, Barusco embolsou o suficiente para levar uma vida de nababo. Tinha até avião, comprado por 1,3 milhão de reais, em sociedade com super-operador Mario Goes. Trata-se de um Beech Aircraft, modelo 200, devidamente sequestrado pela Justiça.

Se um assalariado compra avião, caro leitor, pode crer que a chance de ele ser ladrão é de 99,9%.

O avião de Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras

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