No Exército, Paulo Sérgio fez o oposto de Eduardo Pazuello

No Exército, Paulo Sérgio fez o oposto de Eduardo Pazuello
Foto: Divulgação

Novo comandante do Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira contou ao Correio Braziliense, no domingo, as medidas que tomou para combater o avanço da Covid entre os mais de 200 mil efetivos.

Essa entrevista foi a gota d’água na relação de Jair Bolsonaro com o general Edson Pujol, agora substituído por Paulo Sérgio. O jogo virou.

O general disse o seguinte:

“O Exército, por exemplo, baixou recomendações administrativas claras, com relação à prevenção mais especificamente. A partir dali, foi uma coisa muito disciplinada, no uso da máscara, no afastamento social nos refeitórios, nos dormitórios. Aí, começaram a surgir campanhas de conscientização. Os hospitais começaram a pedir sangue, e iniciamos uma campanha. Hoje, já passa de 40 mil doadores de sangue, no Exército, espalhados pelo Brasil. Todas as medidas sanitárias, diretrizes emanadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), corroboradas pelas nossas diretorias de saúde, são rigorosamente cumpridas em nossos quartéis. É uma Força disciplinada.”

Preocupado com a terceira onda, o general afirmou também que “temos de estar preparados no Brasil”. “Não podemos esmorecer. É trabalhar, melhorar a estrutura física dos nossos hospitais, ter mais leitos, recursos humanos para, se vier uma onda mais forte, a gente ter capacidade de reação.”

Paulo Sérgio explicou que campanhas de conscientização “são uma febre” no Exército e medidas de prevenção, adotadas desde a incorporação dos soldados, manteve a taxa de mortalidade em apenas 0,13%.

“Agora mesmo estamos recebendo o novo contingente de soldados incorporados. Eles estão com três semanas de instrução. São aqueles recrutas que se alistam, e todas as medidas sanitárias foram colocadas em prática. Desde a chegada ao quartel até a instrução; à noite, na hora de dormir; é o termômetro na entrada, higienização dos pés, álcool em gel, uso da máscara, distanciamento. Nós testamos praticamente todos os recrutas, quase 90%, e o índice de contaminação foi muito baixo. Os infectados foram isolados, com equipes médicas acompanhando. Em 2020, não tivemos nenhum óbito de soldado incorporado ao Exército.”

Pazuello deveria ser rebaixado e não promovido irregularmente a quatro estrelas como queria Bolsonaro.

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