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No mundo de Marcos Rogério, obrigações impostas na privatização da Eletrobras são positivas

Exigir compras de energia da empresa afronta o livre mercado e contratar servidores demitidos em nada alivia as contas públicas
No mundo de Marcos Rogério, obrigações impostas na privatização da Eletrobras são positivas
Crédito: Reprodução / TV Senado / YouTube

Quem ouviu o discurso de hoje de Marcos Rogério (DEM-RO), sobre seu parecer pela privatização da Eletrobras, pode achar que o projeto vai elevar o Brasil aos patamares internacionais de produção e fornecimento de energia. Nada mais enganoso.

As críticas à obrigatória de gás natural, na visão do senador, não passam de “discurso da imprensa” e daqueles que não querem “fomentar a interiorização do gás natural” e transformar Minas Gerais em “grande hub de gasodutos”.

A contratação de termelétricas a gás natural e de pequenas centrais hidrelétricas, outro ponto muito criticado no projeto por criar reserva de mercado, “resultará na redução da tarifa” ao fomentar a “diversificação da matriz elétrica” brasileira, segundo o relator da proposta.

O mais engraçado é que Marcos Rogério fez esses apontamentos sob argumentos verdadeiros, de que a falta de capacidade da Eletrobras para expandir a malha elétrica no Brasil “coloca o país em risco no médio e longo prazos” e que a participação do Estado no setor “tornou-se contraproducente” porque não se pode mais esperar por decisões “embaraçadas ou desfalcadas por amarras burocráticas de vieses político-partidários”.

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