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No ONU, Bolsonaro vai tentar 'vender' Brasil como "exemplo de vacinação"

O presidente da República deve citar dados de pessoas imunizadas contra Covid e pregar o respeito às "liberdades individuais"
No ONU, Bolsonaro vai tentar vender Brasil como “exemplo de vacinação”
Reprodução/Instagram/gilsonmachado

Em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, Jair Bolsonaro pretende mostrar que o Brasil é um “exemplo mundial” de vacinação contra Covid. O presidente da República também tem dito assessores que gostaria de defender o “respeito à liberdade” na sua fala de amanhã.

Bolsonaro está em Nova York acompanhado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga; do ministro da Justiça, Anderson Torres; do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos e do ministro do Turismo, Gilson Machado.

Em seu pronunciamento, conforme O Antagonista apurou, o presidente da República deve citar dados de pessoas vacinadas contra Covid até o momento. Hoje, segundo o governo, já foram vacinadas com a primeira dose aproximadamente 160 milhões de brasileiros.

Bolsonaro, por sua vez, não se vacinou.

Na abertura da Assembleia Geral, Bolsonaro deve também voltar a citar o auxílio emergencial como exemplo para manter a economia aquecida ao longo da pandemia de Covid. Outra ação que deverá ser citada diz respeito ao combate ao desmatamento. No ano passado, o presidente disse que o desmatamento na Amazônia não é alarmante.

“No discurso, irei falar sobre meio ambiente, turismo, agronegócio e as ações do governo no combate à pandemia. O texto, que já está pronto, será tranquilo e bastante objetivo. Irei apenas dar um novo polimento”, disse Bolsonaro à CNN Brasil.

E como forma de aceno à sua claque, Bolsonaro também pretende falar em “respeito às liberdades individuais”. Nesse aspecto, a intenção é que o presidente da República reforce que não estabeleceu medidas nacionais restritivas contra Covid, seguindo exemplo de outras nações como a Suécia.

A abertura da Assembleia Geral da ONU está marcado para as 9h (10h no horário de Brasília). Bolsonaro fala logo depois dos discursos do presidente da Assembleia Geral e do secretário-geral da ONU.

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