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Nogueira e Roma se reunirão com líderes da base às 21h para negociar PEC dos Precatórios

Ministros da Casa Civil e da Cidadania negociam com os deputados o uso do espaço fiscal aberto com a gambiarra no teto de gastos para aumentar o fundão
Nogueira e Roma se reunirão com líderes da base às 21h para negociar PEC dos Precatórios
Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Após se reunir com Arthur Lira, Ciro Nogueira (foto) e João Roma convocaram os líderes da base aliada na Câmara para uma reunião, às 21h, para tratar da PEC dos Precatórios. O texto cria uma gambiarra no teto de gastos para pagar um Auxílio Brasil de R$ 400. Como mostrou, os deputados querem usar parte do espaço fiscal para aumentar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5 bilhões.

Com um quórum considerado baixo para a votação de uma PEC (450 deputados registraram presença até o momento), Lira está protelando o início do debate da proposta. A matéra precisa de 308 votos favoráveis. Além disso, os ministros da ala política tentam negociar com os parlamentares a aprovação do texto.

A ideia dos deputados é consumir parte do espaço fiscal de R$ 83 bilhões com o adiamento no pagamento de sentenças judiciais e com a mudança no período usado para correção do teto de gastos.

Um documento que circula entre os gabinetes do Congresso estima que dos R$ 83 bilhões de espaço aberto no teto de gastos, R$ 49 bilhões serão usados para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400, R$ 3,6 bilhões serão usados para a bolsa-caminhoneiro de R$ 400 e até R$ 24 bilhões para reajustar aposentadorias e benefícios indexados ao salário-mínimo.

Os R$ 6,4 bilhões poderiam ser usados para aumentar o fundo eleitoral. Se o espaço no teto for superior a R$ 83 bilhões – a Instituição Fiscal Independente do Senado estima uma abertura de R$ 95 bilhões – os recursos poderiam garantir as emendas de relator.

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