As novas regras contra o trabalho escravo prejudicam o auditor petista

As mudanças nas regras para combater o trabalho escravo não são um retrocesso porcaria nenhuma.

Havia produtor rural sendo acusado de “trabalho escravo” por auditores petistas, porque o trabalhador preferia almoçar debaixo de uma árvore do que no refeitório, ou porque a altura das camas dos dormitórios diferia um pouco da norma — e lá ia o empregador parar na “lista suja” do  Ministério do Trabalho.

É por causa desse tipo de excrescência ideológica, que nada tem a ver com o horror do trabalho escravo de verdade, que agora será preciso que uma autoridade policial valide a queixa contra um produtor rural, entre outras coisas.

Se Michel Temer baixou a nova legislação por oportunismo, para fazer um agrado nos ruralistas às vésperas da votação da segunda denúncia da PGR contra ele, viva esse oportunismo.

Comentários

  • Fritz -

    Quando fui produtor de café, tinha dois funcionários que haviam trabalhado para os Mânega de Paracatu. Eles contaram horrores sobre o fiscal que foi morto em uma emboscada. Aplicava multas altíssimas sobre detalhes irrelevantes e saía zombando dos produtores dizendo que "ano que vem eu volto para pegar mais dinheiro". Segundo eles, os safristas o odiavam, pois sempre que ele atuava eles perdiam o trabalho por intervenção do fiscal. Longe de ser a favor da emboscada, mas quem planta, colhe! Penei muito com esses fiscais. No início de uma safra, estava me preparando para alojar os safristas, quando chegou o fiscal e disse que não poderia aloja-los, pois teria que haver um banheiro para cada 10 (nem avião tem isso!). Eles tinham chuveiro quente, camas com colchões novos, mesa para refeição, mas não pude aloja-los assim mesmo. Com isto os safristas acamparam na beira da estrada, em barracas de lona, sem ter onde tomar banho, com risco de animais peçonhentos e passando frio.... segundo o fiscal, não poderia fazer nada, pois estavam em local público (DER).....

  • Jaci -

    Comunistas usam a desculpa de "trabalho análogo ao escravo" para expropriar propriedades. Se um colchão de um trabalhar rural na fazenda tiver espessura menor que 8 cm é motivo para multar podendo até perder a fazenda. Isto é comunismo puro!

  • Acsc -

    Acredito que a medida foi certa. Por que as questões que tratam de desvio da CLT podem ser tratados como tal e não como trabalho análogo ao escravo. Temos que separar as coisas e elas estavam misturadas. Ferir a CLT é uma coisa trabalho escravo é outra.

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