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Novas suspeitas de omissões em delação de Joesley

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Procuradores da força-tarefa da Greenfield detectaram novas suspeitas de possíveis omissões de Joesley Batista em seu acordo de delação premiada, diz O Globo.

Na semana passada, a força-tarefa enviou um ofício à PGR apontando quais seriam essas inconsistências na delação.

Segundo a publicação, o primeiro caso envolve a captação de R$ 550 milhões dos fundos de pensão da Caixa (Funcef) e da Petrobras (Petros) para a empresa Eldorado Celulose, um dos braços do grupo J&F. Catorze pessoas foram denunciadas pela Greenfield neste caso.

De acordo com os procuradores, Joesley admitiu o pagamento de propina a dirigentes dos fundos de pensão, mas não uma possível fraude na avaliação do valor da Eldorado Celulose.

Um segundo ponto — este ainda não levado à PGR — trata de divergências entre as delações de Joesley e Antonio Palocci.

Atualização:

A defesa de Joesley Batista encaminhou a seguinte nota a O Antagonista:

A defesa do empresário Joesley Batista rechaça qualquer acusação ou insinuação de omissão em seus relatos feitos ao Ministério Público Federal. O que era de seu conhecimento foi trazido nas dezenas de anexos, centenas de documentos, nos depoimentos e termos de declaração entregues às autoridades em 2017, e nos mais de 50 outros depoimentos já prestados em investigações abertas em decorrência de sua colaboração com a Justiça.

O colaborador não pode inventar versões para satisfazer uma tese acusatória. Colaborador colabora. Investigador é quem investiga. É de se reconhecer que a Greenfield tenha, a partir dos relatos feitos por Joesley Batista, chegado a novas informações, mas é inacreditável, inaceitável e desleal que se usem essas novas informações contra ele, que contribuiu para que o MPF chegasse até elas. O que se vê, portanto é um esforço para se anular todas as provas produzidas e trazidas na colaboração.

Ainda assim, cabe reiterar que:

1) O investimento na Eldorado tanto se mostrou acertado para os fundos que ambos obtiveram lucro de 144,6%, “acima da meta atuarial”, conforme demonstra trecho do Relatório Anual de Informações de 2017 da própria Funcef. Ainda assim, foi acertado um pagamento de R$ 3,5 bilhões em acordo de leniência para prevenir qualquer eventual prejuízo que o MPF venha a identificar. Não há, portanto, qualquer interesse por parte do colaborador em não falar o que sabe. Porém não cabe a ele descrever o tipo penal, mas sim os fatos ocorridos, o que foi feito à exaustão.

2) Conforme os autos, a decisão dos fundos por capitalizar a empresa foi sustentada em laudos financeiros juridicamente aceitos. A Eldorado jamais soube ou participou do processo decisório interno das fundações e todas a negociação se deram entre a equipe da empresa e das fundações à época.

3) Joesley Batista não sabia do PanAmericano. Vale destacar que as informações das transações do PT com doleiros constam em extratos da conta-corrente emprestada ao partido e entregues por Joesley ao MPF como parte da colaboração em 2017. Mais uma vez cabe ressaltar que colaborador colabora e investigador é quem investiga.”

A delação (parcialmente) arquivada — e o 'irmão problema'. LEIA AQUI

Comentários

  • Enilze -

    Pasdou da hora de cancelarem essa delação . Ele nem quiz revelar quem é sócio oculto do Bertin

  • -

    Sim. Joesley como açougueiro é um bom reprodutor. Me admira ela, que eu considerava fina, educada, intelectual. Provou ser da mesma laia. Reproduzir com um crápula desses é ser tão bandida quanto!

  • Carlos -

    Fim da prisão em 2a instância, sabe por que? Se ninguém ficará preso não tem porque fazer delação. Não havendo delação, criminosos do andar superior não serão delatados. Precisa desenhar

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