Nove governadores deixam de enviar à PGR informações sobre hospitais de campanha

Nove governadores deixam de enviar à PGR informações sobre hospitais de campanha
Foto: Rogerio Santana/Governo do Rio de Janeiro/via Agência Brasil

Um terço dos governadores deixou de responder a um pedido de informações da Procuradoria-Geral da República sobre a instalação dos hospitais de campanha para tratamento da Covid.

São eles:

  1. Waldez Góes (PDT), do Amapá;
  2. Camilo Santana (PT), do Ceará;
  3. Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo;
  4. Ratinho Júnior (PSD), do Paraná;
  5. Wellington Dias (PT), do Piauí;
  6. Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte;
  7. Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul;
  8. Coronel Marcos Rocha (PSL), de Rondônia; e
  9. Antonio Denarium (PSL), de Roraima.
No último 12, a subprocuradora-geral Lindôra Araújo enviou ofícios aos 27 govenadores questionando quantos hospitais foram instalados em cada local, quantos foram construídos e não entraram em funcionamento e as unidades ativas atualmente.

Eles também foram indagados sobre data e motivo do fechamento dos hospitais desativados, destinação de insumos e equipamentos.

O objetivo da PGR com as informações é verificar eventuais falhas no atendimento à saúde da população infectada, principalmente em função dos recursos aplicados.

Dependendo de cada caso, o órgão poderá recomendar aos procuradores que proponham ajustes ou, se houver indícios de irregularidades, a abertura de investigações sobre os gestores.

O prazo inicial para a resposta venceu no dia 19, mas vários governadores pediram uma prorrogação, que foi concedida. O órgão ainda fará a análise das informações enviadas pelos estados e também avaliar as providências em relação aos que não prestaram as informações.

Atualização: Após a publicação desta reportagem, o governo de Rondônia disse que enviou as informações no dia 24 de março. No dia 29, em resposta a um questionamento de O Antagonista, a PGR não listou Rondônia entre os estados que haviam enviado as informações.

“O próprio MPF confirmou recebimento da manifestação do Governo de Rondônia através de e-mail encaminhado à Governadoria”, disse a Secretaria de Comunicação do estado.

“O Estado de Rondônia realizou investimentos em hospitais de campanha que serão utilizados mesmo após a pandemia e os dados foram enviados nos termos solicitados, nos termos solicitados, inexistindo, portanto, omissão por parte do Governo Estadual no atendimento ao requerimento do MPF”, afirmou.

O governo apresentou à PGR as seguintes informações sobre os hospitais de campanha:

“O denominado Hospital de Campanha de Rondônia foi inaugurado no dia 24 de junho de 2020, consistindo em uma Unidade de Saúde de estrutura permanente, possuindo, inclusive, uma usina de oxigênio. Com o término da pandemia, suas instalações poderão ser utilizadas conforme as necessidades de saúde futuras do Estado. Atualmente, o hospital conta com 71 (setenta e um) leitos clínicos e 31(trinta e um) leitos de UTI para adultos.

O Hospital de Campanha de Rondônia Zona Leste, inaugurado no dia 4 de agosto de 2020, é o resultado de uma reforma realizada no prédio onde anteriormente funcionava o Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero). Trata-se de uma unidade de saúde de estrutura permanente que, após o término da pandemia, poderá ser utilizada à medida das necessidades de saúde futuras do Estado. No momento, essa unidade hospitalar funciona como retaguarda para o atendimento de pacientes acometidos pela Covid-19 e conta com 10 (dez) leitos clínicos e 50(cinquenta) leitos de UTI para adultos.

Com relação aos Hospitais de Campanha Covid-19, sob gestão dos municípios de Ariquemes (Centro de Afecções Respiratórias) e de Guajará-Mirim (Hospital Regional Perpétuo do Socorro), inaugurados nos dias 3 de abril e 11 de junho de2020, respectivamente também apresentam estrutura de caráter permanente, sendo que o primeiro conta com 28 (vinte e oito) leitos de UTI para adultos e o segundo com 23 (vinte e três) leitos clínicos e 4 leitos de suporte ventilatório pulmonar para adultos.”

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