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Novo suspende filiação de deputado que acompanhou PMs sem mandado em BH

Deputado diz ter chamado os policiais, que prenderam homem por suspeita de jogar ovos em bolsonaristas
Novo suspende filiação de deputado que acompanhou PMs sem mandado em BH
Foto: Divulgação/Bartô/Facebook

O diretório nacional do Novo decidiu suspender a filiação do deputado estadual Bartô, após ele chamar e acompanhar PMs que prenderam, sem mandado, um homem por suspeita de jogar ovos contra manifestação bolsonarista.

O episódio foi em 1º de maio, no centro de Belo Horizonte. O homem foi preso em seu apartamento, em um prédio na Avenida Afonso Pena. Bartô assistiu a tudo.

Sem mandado de prisão, o homem saiu de casa algemado e foi conduzido em camburão para a delegacia.

Segunda nota do diretório estadual publicada nesta quinta (13), “[o] caso está em processo de julgamento na Comissão de Ética Partidária (CEP) que é o órgão próprio para apurar, processar e julgar questões éticas que envolvem filiados do NOVO, mandatários ou não. O Diretório Estadual de Minas Gerais está contribuindo com o andamento e o desfecho do episódio.

É uma situação grave e nós lamentamos. O Partido NOVO preza pelo rigor e seriedade na aplicação de penas por descumprimentos éticos. Os mandatários do NOVO têm um termo de compromisso assinado com o Partido que reforça os compromissos do Estatuto, válido para todos os filiados. Não apenas seus mandatários, mas também os filiados e dirigentes, têm o dever de se portar de forma ética, legal e moral”.

O deputado informou a O Antagonista que, no dia da manifestação bolsonarista, discou 190 para chamar a polícia. À Folha, Bartô disse que “apenas acompanhou o trabalho dos policiais militares e as testemunhas com intuito de orientar e dar tranquilidade na ação”. O deputado, que cursou faculdade de Economia, não soube dizer a O Antagonista qual treinamento ou qualificação tem para esse tipo de ação.

Procurada hoje, a assessoria de imprensa de Bartô informou que o deputado não foi notificado da suspensão, nem foi convidado à reunião do partido para ter oportunidade de se defender.

A assessoria do diretório nacional informou que a comissão de ética do partido suspendeu Bartô “liminarmente devido à gravidade do caso, enquanto aguarda a sua defesa”.

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