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Número 2 da PF diz que Furna da Onça "teve um trâmite diferente do habitual"

O delegado Carlos Henrique Oliveira de Sousa afirmou hoje, em depoimento obtido por O Antagonista que, na Operação Furna da Onça, em 2018, “a expedição dos mandados teve um trâmite diferente do habitual”.

Na época, Carlos Henrique era o diretor-executivo da PF no Rio.

“QUE a responsável pela operação era a delegada XÊNIA; QUE não se recorda com precisão das datas entre a expedição dos mandados e a deflagração sabendo apenas que tais datas foram mencionadas pela imprensa; QUE tem conhecimento que a expedição dos mandados teve um trâmite diferente do habitual, pois o relator da operação do TRF-2, Dr. ABEL GOMES, levou a decisão para apreciação da Turma Criminal correspondente”, afirmou Carlos Henrique.

“QUE o depoente ressalta que no mesmo período também se encontrava em curso naquela Superintendência uma investigação que culminaria na prisão do então governador PEZÃO também trouxe consequências na logísticas e planejamento operacional de tais operações”, disse depois.

Ele confirmou, no depoimento, que foi aberta uma investigação sobre possível vazamento da operação — na deflagração, um dos alvos, Affonso Monerat, estava vestido socialmente e na posse de um diploma universitário quando os policiais chegaram à sua casa.

“Respondeu que teve conhecimento desse fato e que foi determinada a instauração de um inquérito policial para investigar se houve vazamento da operação; Que perguntado sobre o resultado do inquérito, respondeu que não soube dizer onde teria ocorrido o vazamento.”

No sábado, o empresário Paulo Marinho afirmou, em entrevista à Folha, que um delegado da PF avisou a assessores de Flávio Bolsonaro que a operação seria deflagrada e que foi adiada para não atrapalhar a eleição de Jair Bolsonaro.

Relator da operação no TRF-2, Abel Gomes negou que a operação tenha sido adiada — disse que ela foi marcada para depois das eleições para não interferir eleitoralmente nas candidaturas de deputados estaduais que eram alvo.

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