O advogado-geral da União mente

Assim como Luiz Inácio Lula da Silva, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams é um fanfarrão. Depois de escrever, no Palácio do Planalto, uma instrução normativa que coloca o Tribunal de Contas da União a reboque da Controladoria-Geral da União, na assinatura de acordos de leniência indecentes com as empreiteiras do Petrolão, Luís Inácio Adams gravou um vídeo assombroso — para dizer que a tramóia com a cúpula do PT “não tem nenhuma função penal, não isenta o criminoso, não impede a produção de prova”.

É mentira. Os acordos de leniência, na forma imaginada por Luís Inácio e os seus patrões petistas, foram feitos para:

a) Permitir às empreiteiras bandidas que passem ao largo da Justiça, no caso do Petrolão, mais especificamente do juiz Sergio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato

b) Permitir às empreiteiras bandidas que continuem a assinar contratos públicos e a receber empréstimos do BNDES, mediante o pagamento de uma simples multa

c) Permitir às empreiteiras bandidas que paguem pelo silêncio dos executivos presos em Curitiba

d) Permitir a Lula e Dilma que se safem do envolvimento no Petrolão, visto que as empreiteiras bandidas, pelos acordos de leniência feitos diretamente com a GGU, não precisarão contar tudo o que sabem, ao contrário do que ocorreria com a delação premiada. Mais impedimento de produção de prova, impossível.

Luís Inácio Adams precisa explicar:

1) Por que que foi ele a escrever a instrução normativa assinada por Bruno Dantas, ministro do TCU

2) Por que ele correu para o TCU, a fim de obter a aprovação da instrução normativa em tempo recorde

3) O que ele terá em troca pelo servicinho sujo. Uma vaga no Supremo Tribunal Federal, quem sabe?

4) Por que a União tem um advogado-geral que trabalha contra a União, em favor de um bando criminoso

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