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O Antagonista estragou o plano de Luis Miranda

Revelamos os alertas que o deputado fizera a Bolsonaro e fomos os primeiros a publicar a confirmação da história pelo próprio parlamentar
O Antagonista estragou o plano de Luis Miranda
Reprodução/Instagram

Luis Miranda, nos últimos dias, vinha procurando senadores da CPI da Covid para dizer que tinha uma bomba a ser revelada.

A alguns poucos interlocutores, o deputado do DEM do Distrito Federal já havia aberto o jogo, deixando claro que os fatos a serem narrados envolviam Jair Bolsonaro.

Ao ser procurada por Miranda, a cúpula da CPI, que estava com as negociações para a compra da Covaxin na mira, tratou de abrir espaço para um depoimento do deputado e do seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que denunciou as supostas irregularidades.

O Antagonista, porém, frustrou os planos de Miranda (e da CPI) de estourar a história na comissão.

Este site foi o primeiro a publicar o ponto mais importante: Miranda alertou o presidente da República da possibilidade de irregularidades na compra da Covaxin.

Às 8h49 de ontem, quarta-feira (24), O Antagonista publicou a seguinte reportagem: “Luís Miranda alertou Bolsonaro sobre indícios de irregularidades na compra da Covaxin”, que você pode reler aqui.

O deputado Luis Miranda começou a alertar Bolsonaro sobre o caso ainda no fim de janeiro, antes da assinatura da contrato, que se daria na segunda quinzena de fevereiro. É algo grave e que, como já dissemos, precisa ser investigado.

Na noite anterior, Miranda havia falado com alguns jornalistas, mas sem dar a informação que mais importava: a de que Bolsonaro fora avisado. Para a Folha, por exemplo, o deputado dissera: “Eu toquei para a frente a denúncia”. Quando perguntado a quem ele levou a denúncia, ele se negou a dizer: “Se eu responder para você, cai a República”.

Foi para este site a primeira entrevista de Luis Miranda. O deputado, na entrevista gravada e cujo áudio foi divulgado aqui, mesmo contrariado com “o vazamento” da informação que pretendia revelar primeiro à CPI da Covid, admitiu em primeira mão a O Antagonista os alertas feitos ao presidente.

No início da conversa, Miranda ensaiou negar que tivesse falado com o presidente sobre o assunto no fim de janeiro, porém, mais à frente na entrevista, ele acaba confirmando que, já naquela ocasião, “previu para o presidente que algumas coisas ocorriam no Ministério da Saúde e que a gente tinha que conversar” e que “estão acontecendo algumas coisas no Ministério da Saúde e o senhor vai precisar agir”. O Antagonista sabe que, no fim de janeiro, Miranda já havia deixado claro ao presidente que se tratava das negociações para a compra da Covaxin.

Em 20 de março, após a assinatura do contrato, que se deu em em 25 de fevereiro — leia aqui a cronologia –, Miranda, então, levou o irmão ao Palácio da Alvorada, em um sábado. Juntos, os dois contaram toda a história e apresentaram documentos.

Depois, com a bomba estourada, Miranda foi confirmando ao restante da imprensa ao longo do dia o que você viu primeiro aqui. O Antagonista puxou esse novelo e nossos milhões de leitores sabem disso.

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