O bilhete era mesmo premiado, mas…

O economista José Roberto Mendonça de Barros afirmou a O Antagonista: “O pré-sal era mesmo um bilhete premiado para o Brasil. O problema é que não souberam resgatar o prêmio”.

Segundo Mendonça de Barros, a chance de expandir a indústria de óleo e gás no país era extraordinária, principalmente no período em que o preço do petróleo ficou nas alturas (até 2014, com intervalo entre o fim de 2008 e o fim de 2009).

O problema foi a falta de estratégia. “Tentamos repetir políticas protecionistas que já haviam dado errado em outros momentos, com uma política de conteúdo local exagerada. Em vez de buscar aumento da produtividade da nossa indústria, resolvemos, com uma lei, encomendar tudo de empresas brasileiras, independentemente de sua capacidade de atender à maior compradora, que era a Petrobras”.

Um desperdício.

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