O Brasil no divã

Em sua coluna na Crusoé, Mario Sabino divide com os leitores a sua crença na psicanálise — apesar de Freud, o Charlatão de Viena, nunca ter sido unanimidade.

A psicanálise saiu de moda, “mas nunca se falou tanto no Brasil, em busca de uma cura nacional, embora não se escute o que é dito ou, no máximo, escute-se apenas o que se quer”, diz o colunista.

Espantado com a quantidade de palestras organizadas pelo país, Sabino lembra ainda que nunca tivemos, no Brasil, um presidente que falasse pelos cotovelos como Jair Bolsonaro ou um condenado preso que abrisse tanto a boca como o chefão petista, Lula.

Leia um trecho:

“Talvez haja uma palestra a ser feita sobre a necessidade de colocar a sociedade brasileira no divã e cessar as terapias cognitivas que apenas eliminam momentaneamente os sintomas do mecanismo psíquico doentio que adquirimos através da nossa história impregnada de fatalismos. Para além de todos os seus benefícios visíveis, a Lava Jato forneceu um divã coletivo para a nossa imolação curativa, e espero que não o retirem do consultório. Lá estou eu querendo ressuscitar o Charlatão de Viena. Sou mesmo um velho sem noção.”

Leia a íntegra da coluna na Crusoé:

O Brasil no divã

Comentários

  • Alexandre -

    Freud um charlatão? Francamente! Charlatão são os governos em sua maioria. Leiam um pouco sobre o que Freud escrevia sobre o Estado! Por fim, foi superado em muitos aspectos, mas não foi um charla

  • Jarbas -

    Freud, o charlatão de Viena... explicado pq vcs são assim... a terapia de vcs deve ser entesouramento, entesouramento e depois um pouquinho de shopping.... regulando a insatisfação do prazer....

  • Vovozona -

    Envelhecer é inevitável. O que diferencia os velhos medíocres daqueles que são interessantes é que, com a idade, os primeiros viram sucata. Os interessantes tornam-se "vintage".

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