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O caminho do dinheiro da Odebrecht para a campanha de Alckmin, segundo o MP-SP

Intermediário dos pagamentos do departamento de propinas da Odebrecht à campanha de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo em 2014, Arnaldo Cumplido recebia da secretária Maria Lúcia Tavares a indicação dos valores liberados e uma senha relativa à referida entrega do numerário em questão, de acordo com o documento oficial da ação de improbidade administrativa do Ministério Público paulista contra o ex-governador, obtido por O Antagonista.

Arnaldo repassava os dados ao diretor Luiz Antônio Bueno, “a quem cabia entrar em contato com o beneficiário do pagamento ilícito, no caso Marcos Monteiro”, o “M&M”, “em benefício” de Alckmin, indicando o local para a retirada do mesmo.

Para realizar a entrega desses valores, o departamento de propinas – gerenciado por Hilberto Mascarenhas – “se valia dos serviços do doleiro” Álvaro Novis, conhecido pelas alcunhas de “Carioquinha”, caso as entregas fossem realizadas no Rio, ou “Paulistinha”, caso fossem em São Paulo.

Recebida a programação, Álvaro Novis, vulgo “Paulistinha”, acionava seu funcionário, Rogério Martins, ou também as transportadoras de valores Transnacional e Transmar (ou Trans-Expert), “para que, por meio de hospedagens em hotéis, fossem feitas as entregas das vantagens indevidas”, “depois das aprovações” de Benedicto Júnior e Luiz Antônio Bueno e a viabilização de recursos pelo então executivo Fernando Migliaccio.

A relação entre Geraldo Alckmin e ‘M&M’, segundo o MP de São Paulo

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