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"O candidato pode fazer campanha até de bicicleta"

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De José Serra (PSDB-SP) ao Estadão, sobre os sistemas eleitorais em debate na comissão da reforma política na Câmara dos Deputados:

“O distritão elege os mais votados, o que enfraquece muito os partidos e dá um peso econômico para a eleição muito grande. Tenho um pé atrás com isso. O que está empurrando para esse modelo agora é o financiamento público de campanha, que pega muito mal na opinião pública e que sou contra.

Defendo o distrital misto, onde se divide o Estado em distritos e cada um elege um deputado distrital. Aí, o candidato pode fazer campanha até de bicicleta. E como é misto, o eleitor vota no candidato e no partido, assim como na Alemanha. Os partidos lançariam menos candidatos, sem dúvida, e se gastaria menos. E ainda tem a questão da legitimidade democrática, que aumenta. O eleitor passa a se lembrar do nome de seu candidato e pode cobrar mais facilmente. Temos de mudar a forma de se fazer eleição para contribuir para moralização e maior representatividade democrática.”

Serra negocia para que esse modelo passe a valer a partir de 2022.

“A ideia é que se vote agora e que se crave na Constituição que nas eleições seguintes haverá o distrital misto. Não dá tempo de implantar no ano que vem, mas acho que seria uma mudança crucial.”

Comentários

  • maismimi -

    Eles estão com medo do eleitores poderem escolher o candidato e não a legenda como hoje. Voto no palhaço e ganhe 5 deputados de brinde.

  • jose -

    e os genéricos, serra?

  • Rita -

    Teste

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